(16) 3826-3000
(16) 9.9995-9011
Home / Brasil / Bolsonaro sabia de plano para envenenar Lula e explodir Moraes, diz PF

Bolsonaro sabia de plano para envenenar Lula e explodir Moraes, diz PF

Relatório final das Operações Tempus Veritatis e Contragolpe será encaminhado nesta quinta-feira, 21, ao Supremo Tribunal Federal com indiciamentos por crimes de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa; ex-presidente deve estar entre os indiciados; defesa de Bolsonaro afirma que não tem informações sobre a conclusão da Polícia Federal

Por Pepita Ortega e Fausto Macedo – Estadão

A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha conhecimento do plano de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de seu vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Como mostrou o Estadão, o ex-chefe do Executivo deve ser indiciado pela terceira vez, agora no inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado em dezembro de 2022, após a derrota de Bolsonaro nas urnas.

A defesa de Bolsonaro afirma que não tem informações sobre a conclusão da Polícia Federal.

Nesta quinta, 21, a PF deve encaminhar ao STF o relatório final do inquérito sobre a suposta tentativa de golpe de Estado gestada no governo Bolsonaro. As investigações já mostraram o envolvimento de importantes aliados do ex-presidente, como o ministro da Defesa, general Braga Netto, e um numeroso grupo de militares – pelo menos 35 oficiais, entre eles dez generais e 16 coronéis, estão sob suspeita.

O plano de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes veio à tona com a abertura da Operação Contragolpe na terça, 19, que prendeu o general Mário Fernandes, três ‘kids pretos’ e um policial federal por tramarem o envenenamento do presidente e a eliminação, à bomba, do ministro do STF. O relatório de 220 páginas com os detalhes da ofensiva já sinalizava o indiciamento de Bolsonaro, apesar de ele não ter sido alvo das diligências.

No documento, a Polícia Federal indicou categoricamente passagens sobre suposto envolvimento do ex-presidente com a trama golpista e deu ênfase a mensagens que citavam Bolsonaro – como o diálogo em que o general Mário Fernandes (alvo principal da Contragolpe e próximo do ex-presidente) comemora que o então chefe do Executivo “aceitou o nosso assessoramento”.

Esta notícia foi lida 123 vezes!

Autor redacao

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*


Popups Powered By : XYZScripts.com