O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, disse nesta segunda-feira, 2, que o país será a economia que mais vai crescer nos próximos 30 anos, como resultado do programa de ajuste que está sendo implementado desde a posse do presidente Javier Milei.
Durante fala na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Caputo disse que, ao herdar a “pior situação econômica da história”, o novo governo não tinha outra saída senão implementar um programa de choque fiscal, cambial e monetário. Ele citou os déficits fiscais, as reservas internacionais negativas e as taxas de juros que implicavam imprimir uma base monetária a cada dois meses, além de um descontrole de preços que se aproximava da hiperinflação. Conforme Caputo, a Argentina tinha perdido totalmente a credibilidade, que é, observou, a “matéria-prima para políticas econômicas”.
Com cortes de 30% dos gastos públicos, fim das emissões monetárias, chegando a um maior equilíbrio entre demanda e oferta de pesos, a inflação mensal na Argentina, destacou Caputo, caiu, desde dezembro do ano passado, de 25,5% para 2,7%.
Muitos já falam em ‘milagre econômico’. Eu não acredito muito em milagres econômicos. Creio que os resultados econômicos não são outra coisa que a consequência das políticas econômicas. E se a Argentina foi tão mal nos últimos 123 anos foi porque tomou más decisões econômicas”, declarou o ministro da Economia na sede da Fiesp.
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